06 Sep 5 tendências que estão transformando o setor jurídico
A transformação digital está mudando setores inteiros, incluindo o setor jurídico. Neste artigo, exploramos 5 tendências em andamento.
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Principais tendências tecnológicas no setor jurídico
As tendências tecnológicas no setor jurídico acontecem rapidamente impulsionadas pelas recentes ferramentas de gerenciamento baseadas na nuvem.
Graças à escalabilidade aprimorada, a tecnologia está disponível para um mercado mais amplo, que inclui escritórios de advocacia menores e departamentos jurídicos.
Neste post, exploramos 5 tendências que continuarão moldando o setor jurídico e tornando os escritórios de advocacias mais competitivos e lucrativos.
1. Gestão de Contratos
Com os avanços da tecnologia, os escritórios e departamentos jurídicos contam atualmente com soluções que otimizam as várias tarefas que envolvem o gerenciamento do ciclo de vida dos contratos.
Mas não estamos falando de uma série de ferramentas jurídicas desconectadas, que não facilitam em nada a eficiência e a colaboração. Mas sim de plataformas de gestão de ciclo de vida de contratos completas baseadas em nuvem que agilizam todos os processos de contrato.
Ou seja, um departamento jurídico já pode usufruir atualmente de uma única plataforma para todas as tarefas.
Essas plataformas são uma porta de entrada tanto para o armazenamento de dados de forma segura, organização de documentos e insights de negócios inteligentes.
Por que essa é uma tendência tão importante? A resposta é simples. Os departamentos jurídicos estão sentados em um vasto universo de dados que estão incorporados em seus contratos.
A partir do momento que eles têm uma ferramenta eficaz que além de gerenciar esses dados, pode extraí-los e interpretá-los de maneira significativa, o impacto positivo na prática jurídica é imensurável.
2 – Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente
O mundo dos negócios é dinâmico e compreender as necessidades do cliente não é aparentemente tão simples, mesmo para os escritórios de direito corporativos.
Mais do que nunca os escritórios de advocacia sentem e têm a necessidade de conhecer e se aproximar mais de seus clientes para aprimorar e personalizar o atendimento. Ao mesmo tempo, precisam buscar recursos para minimizar custos e agilizar a prestação de serviço.
Neste ponto, a tecnologia tem apresentado algumas respostas bastante eficientes, como os sistemas de gerenciamento de relacionamento com clientes.
Essas plataformas tecnológicas são conhecidas pela sigla CRM e tem como principal funcionalidade gerenciar todos os relacionamentos e interações da uma empresa com clientes e potenciais clientes.
Uma plataforma de CRM permite, por exemplo, focar na construção de relacionamentos ao categorizar os contatos em diferentes grupos.
A grande maioria também oferece sequências de automação para agendar atividades repetidas e divulgação que inclui o envio automático de emails para gerenciar a relação com os clientes e prospects.
3. Cibersegurança
Embora muito se fale em segurança de dados, a realidade é que a criptografia ainda é bastante subutilizada. Mesmo em grandes empresas com recursos, menos de 50% usam criptografia de arquivos.
De acordo com uma pesquisa da ABA Legal Technology Survey de 2017 realizada com 4 mil empresas, 22% disseram que suas empresas sofreram uma violação de dados em 2017, contra 14% em 2016.
Deste total, 25% relataram não ter políticas de segurança e 7% de todos os entrevistados disseram não conhecer e políticas de segurança. Ou seja, na prática o setor jurídico ainda é relativamente pouco desenvolvido em termos de segurança cibernética.
E todos sabem que a enorme quantidade de informações e dados que os escritórios de advocacia mantêm é um grande atrativo para crimes cibernéticos, como informações sobre litígios, fusões e aquisições, segredos comerciais, propriedade intelectual, detalhes financeiros de clientes corporativos e pessoais, entre outras informações.
Cada vez mais os advogados sentem a responsabilidade de estar atualizados sobre questões de tecnologia. Isso inclui defesas de segurança cibernética para proteger as informações dos clientes e seus próprios negócios.
De acordo com essa mesma pesquisa da ABA, os escritórios de advocacia que sofrem hackeamento de dados podem ter perdas significativas, o que inclui tempo de inatividade e perda de horas faturáveis, destruição ou perda de arquivos. Além dos danos relacionados à tecnologia, os advogados também sofrem com danos à reputação e a perda total de confiança.
Em suma, caso um escritório não consiga proteger os dados dos seus clientes será difícil se manter competitivo, por isso cada vez mais o setor se volta para a segurança de seus dados.
Muitos estão buscando entender mais como dados podem ser armazenados, acessados e usados. Em vista disso, a cibersegurança e a proteção de dados se mantêm como uma das principais tendências do setor.
4. Computação em nuvem
Há alguns anos, os aplicativos de armazenamento em nuvem eram vistos como um risco à segurança. No entanto, cada vez mais destacam-se por serem método mais avançado, eficaz e seguro de armazenamento e organização.
De fato, os mais recentes softwares de computação em nuvem revolucionaram o setor jurídico. E com novos desenvolvimentos na área sendo lançados no mercado regularmente, é provável que o setor continue mudando ao longo das próximas décadas.
Os escritórios de advocacia em todo o mundo estão conseguindo melhorar drasticamente suas práticas, procedimentos e métodos operacionais, utilizando ferramentas de gerenciamento na nuvem.
Especialistas vêem a nuvem como inerente para a segurança de dados. Mas para ser uma aliada, os advogados precisam selecionar softwares de gerenciamento de práticas baseado na nuvem de um fornecedor de tecnologia com certificados de armazenamento, backup, recuperação e compartilhamento seguro de arquivos.
De modo geral, os softwares mais seguros são os desenvolvidos para impedir o acesso não autorizado a dados confidenciais, reduzir o risco de perda de dados e atende às demandas de proteção de dados do cliente.
5 – Mídias digitais
As mídias sociais estão sempre presentes, mas os advogados nem sempre se utilizaram delas. Com o tempo, assistimos um número crescente de advogados se interessarem e aprenderem a usar a mídia social para fins de desenvolvimento de negócios e redes profissionais.
Dos blogs e LinkedIn ao Facebook e Twitter, o uso das mídias sociais pela profissão de advogado continua a aumentar. Muitos usam pessoalmente as mídias sociais para fins profissionais. Enquanto alguns utilizam para desenvolvimento de carreira e networking, outros priorizam o relacionamento com clientes e também educação e conscientização.
Da mesma forma, os advogados também estão se beneficiando do uso de blogs e grande maioria tem visto resultado nos seus esforços de usar a mídia digital como aliada.
Diante de tanta transformação, o que poderia impedir o crescimento e a evolução do setor jurídico?
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