04 Jun 5 pontos essenciais para abrir sua pequena empresa com mais tranquilidade
Você está pronto para iniciar o seu negócio? Se você deseja iniciar a sua empresa com mais tranquilidade confira cinco pontos que você deve considerar desde o início.
Como abrir a sua pequena empresa com mais tranquilidade?
Em primeiro lugar, é preciso saber que ser empreendedor é uma jornada que precisa ser considerada detalhadamente. Visto que mesmo uma pequena empresa exige financiamento, muito trabalho e dedicação.
Por isso, é importante buscar informações sobre o mercado que se pretende atuar e escrever um planejamento de negócios. Esses processos contribuirão para tornar o seu empreendimento mais sólido em longo prazo.
Quer saber quais são essas etapas e como cada uma delas refletirá no bom andamento dos seus negócios? Listamos cinco para que você abra a sua empresa com mais tranquilidade.
Além disso, os pontos que levantamos aqui vai ajudá-lo a ter mais clareza sobre as obrigações que todo empreendedor precisa cumprir.
1 – Custos iniciais
Quanto vai custar para você começar seu negócio? A resposta vai depender do seu planejamento financeiro.
Essa organização deverá estar baseada no porte, atividades e configuração de seu pequeno negócio. Visto que nenhum negócio é semelhante.
Muitas microempresas podem começar com pouco investimento. Por exemplo, pequenos escritórios sediados na própria residência não precisam de um capital muito alto.
Ou seja, cada empresa terá um custo diferente, dependendo da estrutura e da modalidade do negócio. No entanto, é primordial que você avalie o custo real das suas despesas.
Há custos iniciais comuns que todas as empresas terão como as taxas para registro na Junta Comercial ou Cartório de Pessoas Jurídicas, inscrição na Receita Federal, entre outras.
Esses custos são indispensáveis para a formalização do negócio e não podem ser negligenciados. Assim como os impostos mensais que você deverá recolher como empresa.
A saber mesmo quem se formaliza como Microempreendedor Individual – MEI tem obrigações tributárias que devem ser cumpridas mensalmente.
Igualmente, é preciso prever os custos de instalação. Caso se tratar de uma loja física, é preciso mensurar gastos com locação, equipamentos, mobiliário e estoque.
Por outro lado, mesmo que o negócio seja online ou um escritório home office, será necessário contabilizar gastos com luz, telefone e internet.
Ainda poderá haver gastos com a compra de um certificado digital para a emissão de notas fiscais, honorários de um contador e um software de gestão.
Mas algumas dessas despesas, como já mencionamos, nem todo o empreendedor terá no início. É possível se organizar para incluí-las mais tarde, caso decida iniciar as atividades de forma mais simples.
Se você também não quer passar por contratempos financeiros, inclua nos seus gastos de inicialização um pequeno aporte para capital de giro.
2 – Nome da empresa e registro de marca
Antes de registrar a sua empresa e abrir as portas, você precisa escolher um nome comercial. Tenha em mente que esse nome comunicará aos seus clientes o que você faz. E se você investir em marketing também estabelecerá a sua marca ao longo do tempo.
Você até pode pensar em utilizar o seu próprio nome, o que pode ser interessante se você for um profissional independente como escritor, ator, músico, médico ou artista.
Mas se sua empresa oferecer um produto ou um serviço, escolha um nome comercial. Assim ficará mais fácil para as pessoas identificarem o que você faz.
Paralelo a isso, crie um slogan em consonância com os valores e a missão da empresa. Lembre-se também que o registro de marca é fundamental para proteger o nome dos seus produtos e serviços, ou seja, a marca que você projetou e criou.
A saber uma marca está tecnicamente registrada apenas se tem seu devido registro no Instituto Nacional de Produção Industrial – INPI. O arquivamento garante ao seu titular o direito de uso pelo período de dez anos (podendo ser renovada de forma consecutiva a cada dez anos).
3 – Estrutura de negócios
Quando você formaliza a sua empresa, você deve enquadrá-la como Microempreendedor Individual (MEI), Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP). Essas classificações estão relacionadas ao faturamento da sua empresa e, por conseguinte, ao porte do empreendimento.
Por exemplo, se o faturamento da sua empresa não ultrapassar R$ 80 mil anuais, você pode se enquadrar como MEI. As ME podem ter uma receita bruta anual inferior ou igual a R$ 360 mil. Já as EPP com limite de faturamento anual de R$ 3,6 milhões podem ser enquadrados como EPP.
Além deste enquadramento, uma etapa importante na constituição da sua empresa é a escolha da estrutura jurídica. As estruturas de negócios mais comuns são as empresas individuais e sociedades de responsabilidade limitada.
Para buscar o tipo jurídico mais adequado, recomenda-se pesquisar os requisitos de cada modalidade, incluindo as taxas de registro. Diante disso, analise os prós e contras de cada uma antes de tomar uma decisão.
Por exemplo, como Empresário Individual – EI, é possível exercer em nome próprio uma atividade empresarial e abrir o seu negócio com qualquer capital.
Já a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI exige um capital social de 100 salários mínimos integralizados no ato da constituição. A vantagem é que neste tipo de estrutura ocorre a separação do patrimônio privado e empresarial.
Se você montar uma empresa em parceria com um ou mais sócios, uma das opções mais comum para pequenos empreendimentos é a Sociedade Limitada – LTDA.
Nesta estrutura, assim como a EIRELI, o patrimônio pessoal dos sócios é preservado em caso de dívidas ou falência.
4 – Requisitos e obrigações legais 
Se você quer fazer uma travessia tranquila para um negócio bem sucedido, considere todos os requisitos e obrigações legais que a sua empresa precisa.
Você precisa considerar todas as exigências o legais antes de abrir um negócio, principalmente os relacionados a tributos.
Do mesmo modo, se você planeja contratar funcionários, obtenha informações sobre os diferentes tipos de contratos de trabalho.
Observe os encargos que incidem sobre a folha de pagamento, assim como os direitos previstos pela CLT. Você também precisará adequar a sua empresa ao eSocial, sistema que unifica as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas.
Além disso, consulte todas as etapas necessárias para a obtenção do seu CNPJ, inscrição na Receita Federal e licenças de funcionamento.
Sempre haverá regras e regulamentos que variam conforme a atividade exercida, o órgão de classe e a região.
5 – Análise tributária e contábil
Toda empresa precisa configurar os livros contábeis e estabelecer políticas para estar em conformidade com a legislação e manter-se financeiramente saudável.
Em resumo, seu planejamento financeiro inicia quando você escolhe o regime tributário para a sua empresa. Frente a carga tributária vigente no país, vale a pena analisar cada um dos sistemas existentes.
Geralmente para os micro e pequenos negócios é recomendado adotar o Simples Nacional, criado em 2006, com o objetivo de simplificar o pagamento de tributos por parte das pequenas empresas.
Já o Lucro Real é calculado sobre o valor obtido de lucro líquido ao final do balanço contábil e qualquer empresa pode adotar esse regime tributário.
No Lucro Presumido, os impostos são calculados a partir de uma previsão de lucro, conforme os percentuais determinados para cada ramo de atividade.
Em síntese, mesmo que o Simples Nacional seja o mais indicado para os pequenos empreendedores, é importante conhecer e verificar todas as possibilidades de tributação.
Chegamos ao fim da nossa lista, mas com certeza existem outros aspectos que você pode somar a essa lista. Mas saiba que hoje o pequeno empreendedor pode contar com o apoio da tecnologia para resolver muitos problemas e burocracias.
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